As pessoas que fazem o Gandum (e porque isso se sente)
Um lugar não funciona sozinho. Há hotéis bem desenhados, bem localizados, bem pensados. E depois há hotéis que funcionam. A diferença raramente está no edifício. Está nas pessoas.
No Gandum, esta ideia nunca foi abstrata. Desde o início ficou claro que, se o projeto falhasse na forma como cuida de quem trabalha aqui, falharia em tudo o resto. Não há sustentabilidade possível num lugar que vive à custa do desgaste invisível das pessoas.
Liderar um lugar habitado
O João e a Martina nunca se colocaram fora da operação. O Gandum não é um projeto “delegado”. É um lugar acompanhado de perto, com decisões tomadas no terreno e responsabilidade assumida quando algo não corre bem.
Essa presença não serve para controlar. Serve para alinhar. Para garantir que a visão inicial — criar um lugar confortável, honesto e humano — não se perde na rotina.
A operação como cuidado diário
A Patrícia, enquanto Resident Manager, é o eixo que mantém o Gandum a funcionar no dia a dia. Não como gestora distante, mas como presença constante, capaz de ligar operação, equipa e hóspedes com rigor e atenção.
Aqui, a operação não é uma máquina. É um organismo. E precisa de alguém que saiba ouvir antes de corrigir.
A primeira impressão começa na receção
Quem chega ao Gandum encontra pessoas, não balcões. A equipa de receção conhece o lugar, o ritmo, as perguntas mais frequentes e os silêncios necessários. Sabe quando explicar e quando simplesmente deixar estar. O conforto começa aí: na sensação de que alguém percebeu quem chegou, e não apenas que alguém chegou.
Limpeza como forma de respeito
As reviews falam muitas vezes da limpeza. Isso não acontece por acaso. O housekeeping no Gandum não é invisível nem secundário. É valorizado, organizado e respeitado. Há cuidado, método e orgulho no trabalho bem feito. A presença da governanta não serve para vigiar, mas para garantir consistência e boas condições de trabalho.
Quando um quarto está bem cuidado, sente-se. E sente-se porque houve tempo e atenção para o fazer.
Cozinhar é trabalhar com limites
Na cozinha, liderada pelo chef Miguel Araújo, o discurso da sustentabilidade deixa de ser conceito e passa a prática diária. Cozinhar com a época, com produtores conhecidos, com ingredientes não processados exige mais planeamento e mais criatividade. Exige também uma equipa que entenda o porquê das escolhas.
Aqui, a cozinha não funciona em piloto automático. Funciona em diálogo com o território, com a equipa e com quem se senta à mesa.
Receber à mesa é parte da experiência
Na sala, o serviço não é encenado. É atento, presente, sem excessos. Há espaço para conversa, para humor, para leitura do momento. Não se trata de formalidade, mas de sensibilidade.
Receber bem não é seguir um guião. É perceber quem está à frente.
O trabalho invisível que sustenta tudo
Há também quem raramente apareça nas fotografias: a manutenção. Quem garante que a água corre, que a energia funciona, que o edifício se mantém vivo. No Gandum, esse trabalho é reconhecido como essencial, não como bastidor.
Sem ele, nada acontece.
Um projeto feito de pessoas reais
O Gandum não funciona porque tem uma boa ideia. Funciona porque é feito por pessoas que se reconhecem no lugar onde trabalham. Pessoas que vivem perto, que conhecem o território, que têm orgulho no que fazem.
Isso sente-se na forma como o espaço é cuidado, na forma como se responde a um pedido, na forma como se resolve um problema.
Não é marketing. É consequência.