Pilar 1. BEM-ESTAR AMBIENTAL: Mais natureza à sua volta. Mais leveza na sua estadia.

No Gandum Village, o bem-estar ambiental não é um “tema”. É uma condição para existirmos. Acreditamos que a hospitalidade só faz sentido quando está em harmonia com a natureza e com o território onde acontece.

Por isso, este pilar vai além da sustentabilidade convencional. Não se limita a “reduzir impacto”. O foco é regenerar recursos naturais, proteger biodiversidade e mitigar os efeitos das alterações climáticas com medidas concretas no terreno — para que o lugar fique melhor com o tempo e para que a sua experiência seja mais verdadeira, mais calma e mais saudável.

Principais áreas de atuação

1) Preservação da biodiversidade

A biodiversidade não é um “bónus” bonito. É o que mantém o ecossistema estável, produtivo e resiliente — e é o que torna este lugar mais vivo para quem cá está.

O que fazemos

  • Agrofloresta com espécies nativas, criando habitat e alimento para fauna local e polinizadores.

  • Proteção da Ribeira do Gandum como ecossistema essencial, com zonas de proteção e reflorestação das margens.

  • Criação de habitats para polinizadores (ex.: áreas com flores silvestres, estruturas de apoio, gestão do espaço para acolher vida em vez de a controlar).

  • Reintrodução de espécies nativas de forma informada e acompanhada, em parceria com quem sabe.

O que isso muda para si

  • Mais vida à sua volta: pássaros, insetos úteis, ciclos naturais reais.

  • Um lugar mais fresco e equilibrado — e menos “paisagem decorativa”.

  • Trilhos e espaços exteriores mais agradáveis para caminhar, estar, brincar.

1.1 Preservação da biodiversidade

Visão e objetivo

Visão: transformar o Gandum num santuário de biodiversidade com coexistência real entre natureza, comunidade e hóspedes.

Objetivo: regenerar o ecossistema local, protegendo espécies existentes, reforçando espécies nativas e criando habitats diversificados.

Estratégias principais

1) Agrofloresta diversificada

  • Plantação de árvores e arbustos que regeneram solo e criam abrigo/alimento para a fauna.

  • Espécies-chave (exemplos): sobreiros, oliveiras, medronheiros, aromáticas como alecrim e tomilho.

  • Criação de corredores ecológicos: ligar áreas para facilitar movimento de animais e polinizadores.

2) Proteção da Ribeira do Gandum

  • Zonas protegidas para evitar degradação.

  • Reflorestação de margens com espécies nativas para estabilizar solo e melhorar qualidade da água.

  • Monitorização regular para detetar ameaças ao ecossistema aquático.

3) Habitats para polinizadores

  • Apoio ativo a abelhas, borboletas e outros polinizadores essenciais.

  • Gestão de áreas com flores e refúgio para reprodução e alimentação.

4) Reintrodução de espécies nativas

  • Identificação informada e reintrodução gradual.

  • Reforço de árvores estruturantes do ecossistema (ex.: sobreiros/azinheiras).

Educação e envolvimento

Isto não é só “técnico”. É uma oportunidade de envolver pessoas:

  • Passeios guiados na agrofloresta (com explicação de espécies, solo, regeneração).

  • Workshops (ex.: importância dos polinizadores; plantas nativas e solo alentejano).

  • “Adote uma árvore” (plantar + receber updates).

  • Parcerias com escolas locais para visitas educativas e plantação.

Monitorização e metas (como está no plano)

  • Inventários de biodiversidade anuais; meta: aumentar espécies observadas em 30% até 2025.

  • Monitorização da ribeira: qualidade da água e habitat aquático.

  • Indicadores exemplificativos: árvores plantadas; aumento de observação de polinizadores; melhoria de qualidade da água.

2) Gestão de recursos naturais (água, energia, solo)

No Alentejo, “gestão de recursos” não é opcional: é sobrevivência com qualidade. Aqui a ideia é simples: minimizar desperdício e maximizar eficiência, sem comprometer conforto — e, sempre que possível, restaurar ciclos naturais.

O que fazemos

  • Captação de águas pluviais para usos não potáveis e para rega.

  • Reaproveitamento de águas cinzentas para irrigação e limpeza (com sistemas adequados).

  • Irrigação inteligente e soluções como gota-a-gota para reduzir perdas.

  • Energia renovável (solar) como parte estruturante do funcionamento.

  • Regeneração do solo com compostagem, mulch e cobertura vegetal para reter humidade e reduzir erosão.

O que isso muda para si

  • Um lugar mais resiliente e funcional no pico do verão.

  • Operação mais consistente: menos “remendos” e menos falhas.

  • Conforto que não depende de exagero energético.

1.2 Gestão de recursos naturais

Visão e objetivo

Visão: ser um exemplo de gestão sustentável e regenerativa de recursos com impacto positivo real.

Objetivo: reduzir desperdício, aumentar eficiência e regenerar recursos usando tecnologia e práticas ecológicas.

Áreas de foco

1) Água

  • Captação de chuva para rega e tarefas não potáveis.

  • Reaproveitamento de águas cinzentas para jardins.

  • Irrigação com sensores e decisões baseadas em necessidade do solo.

2) Energia

  • Painéis solares como base de produção.

  • LED, sensores, equipamentos eficientes.

3) Solo

  • Compostagem e reposição de matéria orgânica.

  • Mulch/cobertura vegetal para proteger humidade e reduzir erosão.

4) Circularidade de recursos

  • Eliminação progressiva de descartáveis.

  • Reciclagem rigorosa e pontos acessíveis.

Educação

  • Workshops e passeios sobre sistemas do Gandum (água/energia/solo).

  • Mensagens simples nos espaços para incentivar uso consciente sem “culpa”.

Metas e monitorização (como no plano)

  • Redução de consumo de água potável; relatórios regulares.

  • Percentagem de energia renovável; relatórios de produção/consumo.

  • Redução de resíduos para aterro; auditorias.

3) Mitigação das alterações climáticas

As alterações climáticas já não são teoria. São ondas de calor, secas longas, chuvadas intensas. A resposta não é só “emitir menos”. É também sequestrar carbono, aumentar resiliência e adaptar o espaço.

O que fazemos

  • Reflorestação e agrofloresta para sequestro de carbono e melhoria do microclima.

  • Redução de emissões com energia renovável, eficiência operacional e cadeias curtas.

  • Adaptação: gestão de água e solo para resistir a extremos (seca/chuva).

  • Educação: workshops e comunicação transparente do que fazemos e porquê.

O que isso muda para si

  • Mais sombra, mais frescura e um lugar que envelhece melhor.

  • Um território cuidado que não entra em colapso quando o clima aperta.

  • Uma estadia com conforto que não depende de “excesso”.

1.3 Mitigação das alterações climáticas (detalhe operativo)

Estratégias (como no plano)

1) Redução de emissões

  • Aumentar produção solar e otimizar consumos.

  • Incentivar mobilidade mais leve (bicicletas, veículos elétricos).

  • Operação eficiente (LED, sensores, isolamento, escolhas técnicas).

2) Sequestro de carbono

  • Plantação de árvores nativas.

  • Práticas que aumentam carbono no solo.

3) Adaptação

  • Infraestruturas e paisagem desenhadas para calor extremo e chuvas intensas.

  • Gestão de água e cobertura do solo.

4) Educação e transparência

  • Workshops “pegada de carbono” e práticas replicáveis.

  • Relatórios/partilha de progresso e desafios.

  • Opções de contributo/compensação ligadas a plantação e regeneração.

4) Gestão de resíduos e economia circular

A gestão de resíduos no Gandum não é “reciclar no fim”. É evitar no início, reutilizar no meio e compostar no fim.

O que fazemos

  • Redução na fonte: menos descartáveis, menos embalagens, mais escolhas a granel e alternativas reutilizáveis.

  • Separação e reciclagem acessível (para equipa e hóspedes).

  • Reaproveitamento e reutilização de materiais.

  • Compostagem de orgânicos e integração no solo/agrofloresta.

  • No Provenance: menu pensado para reduzir desperdício e reaproveitar inteligentemente.

O que isso muda para si

  • Um lugar mais limpo e bem cuidado — sem “lixo escondido”.

  • Cozinha com mais intenção e menos desperdício alimentar.

  • Um hotel mais coerente por dentro, não só bonito por fora.

1.4 Gestão de resíduos

Estratégias

1) Redução na fonte

  • Eliminação de plásticos descartáveis.

  • Compras responsáveis com fornecedores e embalagens melhores.

  • Digitalização do que faz sentido.

2) Reaproveitamento e reciclagem

  • Separação detalhada e pontos acessíveis.

  • Reutilização criativa de materiais.

3) Compostagem

  • Compostores para resíduos alimentares e verdes.

  • Uso do composto para enriquecer o solo.

4) Educação

  • Informação simples nos quartos.

  • Formação da equipa.

5) Circularidade no Provenance

  • Menu planeado para aproveitar ingredientes.

  • Reaproveitamento em caldos, molhos, etc.

Conexão com os SDGs

Este pilar está alinhado com:

  • SDG 6: água e proteção de ecossistemas aquáticos (ribeira, reaproveitamento, eficiência)

  • SDG 12: consumo e produção responsáveis (circularidade, resíduos, compras)

  • SDG 13: ação climática (energia, emissões, adaptação, sequestro)

  • SDG 15: vida terrestre (agrofloresta, biodiversidade, regeneração do solo)

Exemplos de ações

  • Reflorestação com hóspedes (plantar e acompanhar).

  • Energia solar com metas claras (ex.: percentagens de produção/consumo).

  • Workshops regenerativos (compostagem, agrofloresta, biodiversidade).

Resumo do pilar

O Bem-estar Ambiental é a base do Gandum: não só minimizamos impactos — trabalhamos para criar um território mais vivo, mais resiliente e mais bonito, onde a sua estadia é mais leve porque o lugar está melhor.

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