COMPOSTAGEM: desperdício que vira fertilidade (e comida melhor)
No Gandum, o “lixo orgânico” não é o fim da linha. É matéria-prima. A compostagem transforma restos de cozinha e verdes da quinta em composto que volta ao solo e melhora a qualidade do que cresce. O resultado é simples de perceber: terra mais viva → ingredientes mais saborosos → comida melhor no prato.
O que isto muda para si
Comida com mais gosto: solos férteis e equilibrados tendem a dar ingredientes com melhor textura e sabor.
Uma quinta mais cuidada: menos desperdício acumulado, mais limpeza, mais organização no dia a dia.
Coerência no que come: o ciclo fecha-se dentro do próprio lugar, em vez de “desaparecer” num caixote.
O que isto muda para o ambiente (na prática)
Menos resíduos enviados para aterro: orgânicos em aterro geram emissões; compostagem reduz esse impacto.
Mais carbono no solo: composto aumenta matéria orgânica e ajuda o solo a reter carbono em vez de o libertar.
Menos necessidade de fertilizantes industriais: substitui parte de inputs externos, com pegada maior.
Mais retenção de água: solos com mais matéria orgânica seguram melhor a humidade — e isso conta muito no Alentejo.
Como funciona no Gandum
Separação diária de orgânicos (cozinha e operação).
Compostagem gerida para produzir adubo natural de confiança.
Aplicação nas áreas produtivas (horta e sistemas agrícolas) para devolver nutrientes ao terreno.
No fundo, é uma lógica muito pouco romântica e muito eficaz: aproveitar melhor o que já existe. E quando o solo melhora, o resto acompanha — incluindo a sua experiência à mesa.