VENTILAÇÃO PASSIVA: ar fresco sem barulho de máquinas

Há um tipo de conforto que se sente mais do que se explica. É quando o quarto está agradável sem ter de “lutar” com o ar condicionado, quando o ar circula sem ruído e quando a noite não é interrompida por máquinas a ligar e a desligar.

No Gandum, a ventilação passiva faz parte do desenho do lugar. Não é um extra técnico, é uma escolha de base: orientar volumes, criar sombras certas, abrir e fechar onde faz sentido, aproveitar a brisa e a inércia térmica dos materiais. O objetivo é simples: manter o ar a renovar-se de forma natural e manter o espaço confortável com o mínimo de interferência.

O que isto muda para si

  • Mais silêncio real: menos necessidade de ventilação mecânica significa menos ruído, especialmente à noite.

  • Ar mais agradável: circulação contínua e natural ajuda a evitar aquela sensação de “ar fechado” em espaços climatizados.

  • Conforto mais estável: menos extremos de calor e menos “choques térmicos” típicos de ligar/desligar máquinas.

  • Dormir melhor: quando o quarto está fresco e silencioso, o corpo descansa mais fundo.

O que isto muda para o planeta (sem teatro)

Quando um edifício consegue manter conforto com menos recurso a máquinas, consome menos energia ao longo do tempo. Isso significa, na prática:

  • Menos eletricidade para arrefecer/aquecer, sobretudo nas horas de maior carga.

  • Menos emissões indiretas associadas ao consumo energético, mesmo num contexto de energia renovável — porque eficiência continua a ser a primeira “fonte” de sustentabilidade.

  • Menos necessidade de equipamentos a trabalhar no limite, o que aumenta durabilidade, reduz substituições e evita desperdício material.

  • Menos ruído ambiental e menos impacto operacional, porque o conforto não depende de “forçar” o edifício.

No fundo, a ventilação passiva é isto: usar o desenho e o clima a nosso favor, para que o conforto seja mais silencioso, mais natural e mais leve em recursos.

E o lado invisível (mas importante)

Quando um edifício precisa de menos energia para manter conforto, o impacto baixa. Mas, honestamente, a razão principal é outra: isto melhora a experiência. Menos dependência de máquinas torna o hotel mais calmo, mais consistente e mais resiliente — e, para nós, também mais eficiente a longo prazo.

Se quiser, mostrámos-lhe no local como isto funciona — quais os pontos de ventilação e porque é que certos quartos “seguram” melhor a temperatura ao longo do dia.

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