CIDADE PREOCUPADA
Quando Montemor sai do lugar comum
Durante alguns dias por ano, Montemor-o-Novo transforma-se.
Espaços que normalmente passam despercebidos tornam-se palcos. A cidade enche-se de artistas, criadores, músicos, performers e gente que vem de propósito — não por acaso.
A Cidade Preocupada é um festival multidisciplinar que cruza artes performativas, música, cinema, pensamento crítico e experimentação artística. Acontece na cidade, nas aldeias à volta e em lugares improváveis. Não segue um percurso óbvio. E não se repete da mesma forma.
É um evento para quem gosta de chegar sem saber exatamente o que vai encontrar — mas sabe que vale a pena.
Um festival que ocupa a cidade (a sério)
A programação espalha-se por vários espaços de Montemor-o-Novo e Casa Branca: antigas fábricas, ruas, edifícios históricos, centros culturais, lugares abertos e fechados.
Há espetáculos, exposições, concertos, instalações, oficinas e momentos que acontecem uma única vez.
Algumas propostas são discretas. Outras são intensas. Todas pedem atenção.
Não é um festival para “ver tudo”.
É um festival para estar presente.
Porque é uma boa razão para vir de Lisboa
A Cidade Preocupada não acontece em Lisboa.
E não tenta competir com o que lá existe.
É precisamente isso que a torna especial.
Quem vem, vem de propósito. Vem para sair do circuito habitual, para ver trabalho artístico em fase de risco, para conversar, para pensar, para ver a cidade de outra forma — e, muitas vezes, para ficar mais do que um dia.
Para muitos, é o pretexto perfeito para um fim de semana (ou mais) no Alentejo.
Ficar no Gandum durante a Cidade Preocupada
Durante o festival, o Gandum torna-se uma base tranquila para quem quer viver a programação sem pressa.
De dia, a cidade.
Ao final da tarde, o campo.
À noite, descanso a sério.
É comum termos hóspedes que vêm especificamente para a Cidade Preocupada — artistas, público, equipas técnicas, pessoas curiosas. Gente que prefere ficar fora do ruído, mas perto de tudo o que importa.
Quando acontece
A Cidade Preocupada realiza-se habitualmente em junho.
As datas exatas variam todos os anos e são anunciadas pela organização com alguma antecedência.
Se está no seu radar, convém marcar cedo — tanto o festival como a estadia.
Vale a pena saber
A programação muda todos os anos.
Nem tudo está anunciado de início.
Algumas coisas só fazem sentido quando se está lá.
E é isso que cria vontade de voltar.